<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7141875222226271663</id><updated>2009-10-17T20:38:33.991-03:00</updated><title type='text'>Sick Bastards</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://sickbastards.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7141875222226271663/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sickbastards.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Sick Bastards</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15114670069510927753</uri><email>noreply@blogger.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>17</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7141875222226271663.post-3845245156001162987</id><published>2008-11-28T18:19:00.004-02:00</published><updated>2008-11-28T18:36:11.997-02:00</updated><title type='text'>A Hora e a vez de Nelson Quintela ou, O vazio de Guimarães...</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_2baFH_6EGns/STBSdmvU4rI/AAAAAAAAC50/24K06ktqwP4/s1600-h/o+vazio,+foto+de+ricardo+tavares.jpg"&gt;&lt;img style="float:right; margin:0 0 10px 10px;cursor:pointer; cursor:hand;width: 200px; height: 138px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_2baFH_6EGns/STBSdmvU4rI/AAAAAAAAC50/24K06ktqwP4/s200/o+vazio,+foto+de+ricardo+tavares.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5273805832219583154" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A pior dor é o vazio, o vazio consome tudo...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;o vazio que nos traz a ausência do Nelson,&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;o vazio que Maria Luísa deixou, o vazio que o Nelson consumiu.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Há três semanas Maria Luísa havia saído de casa. Nelson estava inconsolável.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Maria Luísa conhecia suas fraquezas, sua boêmia, mas ao que parece não conhecia seu amor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Nelson é claro, tinha convicção de que ela acreditava em seu amor e sabia que a malandragem, o samba no pé e as mulatas eram parte de sua vida, de sua criação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Após quatorze anos Nelson chegou da gafieira e Maria Luísa não estava em casa, sobre a mesinha da sala, em um pedaço de papel sulfite, um soco no estômago de apenas duas palavras: “Cansei, adeus.”&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Desde então, Nelson deixou de sair, deixou de se alimentar, a única água que bebia descia ardente goela abaixo. A cachaça ulcerava sua dor, mas ele sequer sentia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O pequeno apartamento na Nascimento Silva parou. O pó impregnava os móveis, o único som que se ouvia era o Cartola, em seus sambas doloridos, cantando baixinho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Os vizinhos batiam à porta, mas Nelson não atendia, quando respondia limita-se a maldizer a vida, maldizer o amor.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;O amor de Nelson Quintela deixou de doer em paz, seu mundo se tingiu de cinza, sua vida era só desalento.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Na última sexta-feira, a porta do apartamentinho da Nascimento Silva amanheceu aberta, os vizinhos não ouviram, ninguém viu. Nelson não estava na Lagoa, Nelson não estava no Vinícius, Nelson desapareceu por completo do Leblon e de Ipanema.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Insano de desespero Nelson vestiu seu terno de linho, tomou seu Panamá e saiu ainda pela madrugada... perambulando pelo Rio até morrer na Lapa.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nelson alugou um quartinho em um desses hotéis do meretrício, pagou a semana adiantada, tirou do bolso uma cordinha de palha, ficou nu, amarrou seus pés, cobriu sua vergonha com o Panamá, com dificuldade amarrou suas mãos à cabeceira da cama e se entregou ao vazio.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Encontrado pelo dono do hotel, cinco dias após, seu corpo inerte sorria, em seus olhos o brilho de uma vida intensa consumida pelo vazio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;" align="justify"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;* fotografia de Ricardo Tavares&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Bastards!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7141875222226271663-3845245156001162987?l=sickbastards.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sickbastards.blogspot.com/feeds/3845245156001162987/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7141875222226271663&amp;postID=3845245156001162987&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7141875222226271663/posts/default/3845245156001162987'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7141875222226271663/posts/default/3845245156001162987'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sickbastards.blogspot.com/2008/11/hora-e-vez-de-nelson-quintela-ou-o_28.html' title='A Hora e a vez de Nelson Quintela ou, O vazio de Guimarães...'/><author><name>Sick Bastards</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15114670069510927753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02025378444754578155'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_2baFH_6EGns/STBSdmvU4rI/AAAAAAAAC50/24K06ktqwP4/s72-c/o+vazio,+foto+de+ricardo+tavares.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7141875222226271663.post-4587280677641827613</id><published>2008-04-28T21:12:00.006-03:00</published><updated>2008-11-28T17:25:45.896-02:00</updated><title type='text'>A morte e o sapato de cromo...</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na Veja São Paulo desta semana, no meio de tantas futilidades ou inutilidades, entre um restaurante e outro, uma exposição e uma peça, encontrei um momento sickbastards... a matéria tinha um objetivo nobre: relatar a primeira vez que alguém, famoso ou não fez algo digno de ser lembrado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O momento skb veio no depoimento de um não famoso, o Sr. Nilson Gimenez Paixão, 43 anos, sepultador (nome moderno para o antigo coveiro) do Cemitério São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Sr. Nilson Paixão narrou, com um primor SKB a primeira vez que sepultou alguém, em um depoimento sincero, do qual o fato de sepultar alguém rivaliza com um sapato de cromo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com a devida vênia da Veja São Paulo e sem deixar de mencionar o crédito dos jornalistas Alvaro Leme, Fábio Brisolla, Fernando Cassaro e do fotógrafo Mário Rodrigues, reproduzo aqui está pérola:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="font-style: italic; text-align: justify;"&gt;&lt;a href="http://http//vejasaopaulo.abril.com.br/revista/vejasp/edicoes/2058/m0157907.html"&gt;&lt;span class="titulo1"&gt;&lt;b&gt;A primeira vez que sepultei alguém&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="font-style: italic; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;" class="imagemdireita"&gt;&lt;div class="boxImagem"&gt; &lt;div class="boxSizeImagem" style="width: 230px;"&gt;  &lt;img src="http://vejasaopaulo.abril.com.br/arquivos/2058/comportamento3.jpg" alt="" /&gt; &lt;/div&gt; &lt;/div&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; "Às 11 horas de 27 de abril de 1983, há exatamente 25 anos, participei do primeiro dos cerca de 40 000 enterros que somo até hoje. Lembro que era um homem bem-sucedido, de meia-idade. A cerimônia, no Cemitério da Consolação, contou com cinqüenta pessoas e até um discurso. Era meu primeiro dia de trabalho. Tinha 18 anos e fiquei como ajudante. Naquele dia, passei o balde com cimento para um dos colegas e um pouco de massa respingou em um dos familiares. Recordo o sapato de cromo alemão sujo e os meus insistentes pedidos de desculpa. O perdão foi dado, mas os pés do homem não saem da minha cabeça. Havia chegado a São Paulo quinze dias antes, vindo de Irerê, no Paraná, e fui trabalhar como sepultador por pura coincidência. Um amigo de minha mãe, que era construtor de túmulos, me ajudou. Hoje estou acostumado a enterros e não fico mais com os olhos marejados, a pele arrepiada e aquele frio na barriga. Só me sinto mal quando são ‘anjinhos’, crianças sepultadas em caixões brancos pequenos."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="font-style: italic; text-align: justify;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Bastards!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7141875222226271663-4587280677641827613?l=sickbastards.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sickbastards.blogspot.com/feeds/4587280677641827613/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7141875222226271663&amp;postID=4587280677641827613&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7141875222226271663/posts/default/4587280677641827613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7141875222226271663/posts/default/4587280677641827613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sickbastards.blogspot.com/2008/04/morte-e-o-sapato-de-cromo.html' title='A morte e o sapato de cromo...'/><author><name>Sick Bastards</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15114670069510927753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02025378444754578155'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7141875222226271663.post-8644220945531521030</id><published>2008-04-07T14:43:00.005-03:00</published><updated>2008-11-13T22:52:30.562-02:00</updated><title type='text'>Coca-colas cada vez mais no asfalto</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_2baFH_6EGns/R_pfa-AXhWI/AAAAAAAAB6o/7XJfXUtWI8c/s1600-h/coca4.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_2baFH_6EGns/R_pfa-AXhWI/AAAAAAAAB6o/7XJfXUtWI8c/s200/coca4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5186562837796324706" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O projeto Coca-colas no asfalto segue, como já era previsto. Com vocês um novo conto da série, escrito pelo caríssimo Fábio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://entreceteras.blogspot.com/2008/03/coca-colas-no-asfalto.html"&gt;http://entreceteras.blogspot.com/2008/03/coca-colas-no-asfalto.html&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Leiam, vale a pena!&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Bastards!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7141875222226271663-8644220945531521030?l=sickbastards.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sickbastards.blogspot.com/feeds/8644220945531521030/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7141875222226271663&amp;postID=8644220945531521030&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7141875222226271663/posts/default/8644220945531521030'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7141875222226271663/posts/default/8644220945531521030'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sickbastards.blogspot.com/2008/04/coca-colas-cada-vez-mais-no-asfalto.html' title='Coca-colas cada vez mais no asfalto'/><author><name>Sick Bastards</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15114670069510927753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02025378444754578155'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_2baFH_6EGns/R_pfa-AXhWI/AAAAAAAAB6o/7XJfXUtWI8c/s72-c/coca4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7141875222226271663.post-3325513198667840213</id><published>2008-03-19T17:30:00.005-03:00</published><updated>2008-11-13T22:52:30.685-02:00</updated><title type='text'>Coca-colas no asfalto (um ensaio sobre descrição atróz)</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_2baFH_6EGns/R-GBvuAXhVI/AAAAAAAAB6g/w-FWy1Nhfkk/s1600-h/Coca_Cola.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5179563703256188242" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_2baFH_6EGns/R-GBvuAXhVI/AAAAAAAAB6g/w-FWy1Nhfkk/s200/Coca_Cola.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;No interior do freezer, junto às latas de sorvete, três moscas se debatiam contra o vidro.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O calor estava insuportável, o ar repleto de suores alheios só fazia inebriar os poucos que ali passavam entre uma viagem e outra.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No rádio ouvia-se uma dessas baladas grudendas, sucesso de uns oito anos atrás.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na estrada o silêncio do nada ensurdecia quando vez ou outra um caminhão singrava em alta velocidade, possivelmente na banguela.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Antes das duas o rádio interrompeu a balada e irrompeu mais um plantão de notícias.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com um sotaque arrastado o locutor local anunciava que uma vez mais a estrada seguiu sua sina. Mais um acidente fatal... treze histórias finalizadas com bestial brutalidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em um choque frontal, uma van, doze - tal como apóstolos - religiosas, um caminhão refrigerado, um motorista e 1024 garrafas de coca-cola se confundiram no asfalto quente.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Horas antes, o motorista estava ali, sentado na mesinha do canto, enxugando o suor no guardanapo de papel toalha, enquanto mastigava mecanicamente uma empanada já fria e, em seu caminhão refrigerado, as 1024 garrafas de coca-cola.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Agora ele estava lá, preso às ferragens, às religiosas a caminho do inferno de bíblia nas mãos...  todos embebidos em sangue, rosários, suores e coca-cola.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;No rádio, ouve-se um comercial do governo. Um bêbado se levantou e pediu mais uma tequila... lá a coca-cola escorre, intermitente, no asfalto.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Bastards!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7141875222226271663-3325513198667840213?l=sickbastards.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sickbastards.blogspot.com/feeds/3325513198667840213/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7141875222226271663&amp;postID=3325513198667840213&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7141875222226271663/posts/default/3325513198667840213'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7141875222226271663/posts/default/3325513198667840213'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sickbastards.blogspot.com/2008/03/coca-colas-no-asfalto-um-ensaio-sobre.html' title='Coca-colas no asfalto (um ensaio sobre descrição atróz)'/><author><name>Sick Bastards</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15114670069510927753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02025378444754578155'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_2baFH_6EGns/R-GBvuAXhVI/AAAAAAAAB6g/w-FWy1Nhfkk/s72-c/Coca_Cola.gif' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7141875222226271663.post-5942406472745467318</id><published>2007-10-18T16:03:00.002-02:00</published><updated>2008-11-13T22:52:30.858-02:00</updated><title type='text'>No elevador</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_2baFH_6EGns/Rxe3ovp10XI/AAAAAAAABcY/LsiumrwGrPY/s1600-h/1183065088_f.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5122765011771838834" style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; CURSOR: pointer" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_2baFH_6EGns/Rxe3ovp10XI/AAAAAAAABcY/LsiumrwGrPY/s200/1183065088_f.jpg" border="0" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold"&gt;O ruído da passada apressada contrastava com a fina garoa que caia. Como nos bons tempos, São Paulo amanheceu nublada, com uma brisa fria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-family:arial;" &gt;Lauro despertou às seis. Ana permaneceu dormindo, aproveitando o pouco descanso que os oito meses de gravidez ainda permitiam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-family:arial;" &gt;Nove anos havia se passado desde que ele entrou no elevador, naquele prédio da Alameda Franca onde moravam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-family:arial;" &gt;Lauro caminhava sem notar as pessoas. Ainda não havia superado a morte do irmão. De cabeça baixa chegou no prédio, ignorou o porteiro que segurava alguma correspondência para lhe entregar e entrou no elevador, onde Ana, que voltava da garagem estava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-family:arial;" &gt;A vida de Ana não era menos triste. Filha de pais separados, viveu ora na casa da mãe, ora na casa do pai, até perceber que o melhor para ela seria morar sozinha. Aos olhos dos pais, Ana se sentia como uma lembrança de um amor que não deu certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-family:arial;" &gt;Como sempre acontecia quando se encontravam por um mísero instante seus olhares se encontraram. Nesses dias, geralmente, Lauro enrubescia e Ana, imediatamente, olhava para o teto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-family:arial;" &gt;Naquele dia, no entanto, nada disso aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-family:arial;" &gt;Sem nada dizer, sem nada pedir, Ana afagou os cabelos de Lauro, e ele ao sentir esse carinho a abraçou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-family:arial;" &gt;Desde então Ana e Lauro trocaram confidencias, transformaram tristeza, abandono e angústia em afeto, alegria e felicidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-family:arial;" &gt;Ana deu a Lauro paz e segurança. Lauro deu a Ana carinho e amor, sentimentos, que ela, abandonada entre as brigas dos pais, nunca teve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify" align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-family:arial;" &gt;Ambos agora esperam, ansiosos, o nascimento de Lúcia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Bastards!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7141875222226271663-5942406472745467318?l=sickbastards.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sickbastards.blogspot.com/feeds/5942406472745467318/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7141875222226271663&amp;postID=5942406472745467318&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7141875222226271663/posts/default/5942406472745467318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7141875222226271663/posts/default/5942406472745467318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sickbastards.blogspot.com/2007/10/no-elevador.html' title='No elevador'/><author><name>Sick Bastards</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15114670069510927753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02025378444754578155'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_2baFH_6EGns/Rxe3ovp10XI/AAAAAAAABcY/LsiumrwGrPY/s72-c/1183065088_f.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7141875222226271663.post-5006990745301800941</id><published>2007-10-02T22:45:00.000-03:00</published><updated>2007-10-02T22:50:34.029-03:00</updated><title type='text'>Ler deveria ser proibido</title><content type='html'>&lt;object height="350" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/LDr8v9KHul4"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/LDr8v9KHul4" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="350" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);font-size:100%;" &gt;Campanha de incentivo a leitura idealizada, trabalhada e apresentada por: Deborah Toniolo, Marina Xavier, Julia Brasileiro, Igor Melo, Jader Félix, João Paulo Moura, Luciano Midlej, Marcos Diniz, Paulo Diniz, Filipe Bezerra. (Alunos do 2.º ano - turma pp02/2003 - do curso de Publicidade e Propaganda da UNIFACS - Universidade Salvador).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(255, 255, 255);font-size:100%;" &gt;Adaptação do texto de Guimar Grammon.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Bastards!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7141875222226271663-5006990745301800941?l=sickbastards.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sickbastards.blogspot.com/feeds/5006990745301800941/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7141875222226271663&amp;postID=5006990745301800941&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7141875222226271663/posts/default/5006990745301800941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7141875222226271663/posts/default/5006990745301800941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sickbastards.blogspot.com/2007/10/ler-deveria-ser-proibido.html' title='Ler deveria ser proibido'/><author><name>Sick Bastards</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15114670069510927753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02025378444754578155'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7141875222226271663.post-1802920088800581762</id><published>2007-09-17T14:47:00.000-03:00</published><updated>2008-11-13T22:52:31.068-02:00</updated><title type='text'>Toujours sur mon esprit</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_2baFH_6EGns/Ru7n3iyzoGI/AAAAAAAABcQ/NDS3ETC8R68/s1600-h/li+1966+maciel.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5111277568530817122" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_2baFH_6EGns/Ru7n3iyzoGI/AAAAAAAABcQ/NDS3ETC8R68/s200/li+1966+maciel.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;O ano era mil novecentos e sessenta e um, na Rádio Clube PRD-7, de hora em hora ouvia-se as músicas do Elvis entre uma rádio novela e outra. Lembro-me como se fosse hoje, Jânio e sua “vassourinha” assumiram a presidência, a música era rock’n roll e todos sonhavam em ter uma &lt;em&gt;lambretta&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um ano antes, quando fiz dezoito, meu sonho se tornou realidade. Meus pais me presentearam com uma “LI 1960”, uma &lt;em&gt;lambretta&lt;/em&gt; azul e branca novinha, novinha... umas das primeiras “Lilis” de Sorocaba.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi de lambretta que encontrei Fernanda. Estava passeando, cantarolando Elvis, jaqueta de couro, brilhantina no cabelo, corria muito, virei no quarteirão do Bar do Gastão a mais de sessenta por hora, quer dizer, a &lt;em&gt;lambretta&lt;/em&gt; virou, eu não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não me lembro da queda, mas lembro muito bem quando acordei e vi Fernanda pela primeira vez. Naquele momento, por um instante, tive a convicção de que havia morrido e estava nos braços de um anjo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela não era de Sorocaba, seu pai, um engenheiro italiano, estava visitando um colega, que junto com ele havia trabalhado nas obras da Sorocabana em Mairinque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernanda me ajudou a levantar, foi comigo até o Gastão, perguntou se eu estava bem, se eu precisava de algo e a única coisa que eu sabia fazer era olhar para seus olhos cor de mel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante todo aquele ano, Fernanda veio a Sorocaba mais umas duas vezes, mas nós passamos a conversar sempre, por meio de cartas e mais cartas, nas quais, falávamos sobre tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia em uma carta Fernanda disse que iria se mudar. Seu pai foi contratado para trabalhar em um prédio que a italianada estava construindo na esquina da Ipiranga com a São Luís. Um prédio que diziam seria o mais alto de São Paulo, ou como meu velho pai falava “papo de italiano”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu que então já estava completamente apaixonado por Fernanda, mas era incapaz de me declarar, nunca mais a vi. As cartas deixaram de chegar e a última que enviei voltou com o carimbo de “mudou-se”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim como a &lt;em&gt;lambretta&lt;/em&gt;, Fernanda se tornou uma lembrança feliz de minha juventude. O tempo passou, eu me formei doutor e comecei a clinicar e a dar plantões no Hospital Santa Lucinda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca fui muito a São Paulo, nunca consegui entender a lógica dessa cidade. De vez em quando ia a um congresso, ou uma palestra, mas nada que me impedisse de voltar a Sorocaba no mesmo dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um desses congressos conheci Andréa, uma pediatra recém-formada pela Pinheiros. Amigos comuns nos apresentaram. Andréa nunca me fez perguntas, nunca questionou se eu a amava, e foi com ela que eu me casei, com quem tive meus dois filhos: Pedro e Marcos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendi a amar Andréa pelo amor que ela me dava, por seu companheirismo e pelos filhos que tivemos. Andréa faleceu jovem, vítima de um aneurisma. Com sua morte, minha vida se resumiu a me dedicar às crianças, que ainda estavam no colégio, clinicar e a dar aulas na PUC.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nunca me senti só, minha rotina nunca me permitiu esse luxo. Nunca pensei em me casar novamente, nenhuma mulher voltou a me encantar, entretanto, a lembrança de Fernanda ainda habitava meus sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os filhos cresceram. Pedro se formou em economia e hoje vive no exterior onde se casou, há pouco tempo, com uma brasileira. Marcos seguiu a carreira da mãe e se formou médico pediatra. Hoje ele atende em uma clinica em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa é a primeira vez que Pedro retorna ao Brasil depois de seu casamento. Esta noite, Marcos e eu, iremos nos encontrar com ele em um jantar para que possamos conhecer sua nova família. Confesso que o local escolhido para o jantar não me agradou muito: o Terraço Itália, em São Paulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pedro disse ao telefone que seria um jantar para poucas pessoas, eu, ele, Marcos, sua esposa e sua sogra, viúva já há alguns anos, que morava com eles em &lt;em&gt;Memphis&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já não tenho mais idade para me arriscar no trânsito caótico de São Paulo, combinei com o táxi às dezoito e fomos direto ao restaurante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando desci do elevador, ali no quadragésimo primeiro andar, ouvi, após muitos anos, &lt;em&gt;Always on my mind&lt;/em&gt; do Elvis e, aproveitei, enquanto o maître me encaminhava à mesa, para reviver os bons momentos de minha juventude e, por um breve momento, imaginei o quão bom teria sido minha vida se tivesse dito a Fernanda o quanto a amava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi então que aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nem mesmo os mais de quarenta anos que separavam nosso último contato me fizeram esquecer seu olhar, lá estava Fernanda, sentada ao lado de meu filho e de sua esposa, sorrindo para mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali, no prédio da italianada que eu tanto odiava, dançamos a noite toda.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Bastards!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7141875222226271663-1802920088800581762?l=sickbastards.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sickbastards.blogspot.com/feeds/1802920088800581762/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7141875222226271663&amp;postID=1802920088800581762&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7141875222226271663/posts/default/1802920088800581762'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7141875222226271663/posts/default/1802920088800581762'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sickbastards.blogspot.com/2007/09/toujours-sur-mon-esprit.html' title='Toujours sur mon esprit'/><author><name>Sick Bastards</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15114670069510927753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02025378444754578155'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_2baFH_6EGns/Ru7n3iyzoGI/AAAAAAAABcQ/NDS3ETC8R68/s72-c/li+1966+maciel.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7141875222226271663.post-5672869348580242968</id><published>2007-09-05T11:54:00.000-03:00</published><updated>2008-11-13T22:52:31.279-02:00</updated><title type='text'>Há dias em que a chuva cai</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_2baFH_6EGns/Rt7JrpohyKI/AAAAAAAABcI/Hpq1stAuK1Y/s1600-h/aida3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5106740779232118946" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_2baFH_6EGns/Rt7JrpohyKI/AAAAAAAABcI/Hpq1stAuK1Y/s200/aida3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Chovia muito quando a deixei em casa, Eliana desceu do carro aos prantos, bateu a porta do velho casarão no Jardim Europa e entrou.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Acelerei, senti minha alma congelar. Amava Eliana, mas não estava preparado para lidar com essa situação. Enquanto acrescia velocidade ao carro, vi toda nossa vida bailar em minha mente. O dia em que nos conhecemos, as tardes em Campos... tudo, tudo desfilou em meus olhos, como num filme &lt;em&gt;noir&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu Deus! Por que? Por que? Somos tão jovens, Eliana ainda nem se formou. O que será de nossos sonhos? Nossas vidas, em um instante, desfez-se como os anjos que um dia desenhamos na areia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O dia amanheceu ensolarado. Ana iria se casar às quinze horas.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Foi tudo muito estranho, quando vi Eliana sabia que ela não estava bem, seu brilho estava rebuscado... confesso que, num momento, pensei se seria ciúme de Ana, afinal sua irmã mais nova iria se casar e, graças à minha pós-graduação, nós não podíamos nem pensar nisso. Entretanto, quando da tradicional pergunta, ela apenas respondeu: "Imagine Marcos. Estou ótima!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tão logo, a cerimônia religiosa acabou, ainda no carro, em plena Avenida Europa, Eliana desmaiou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eram três da manhã quando o pai de Eliana me acordou na sala de espera da UTI do Einstein: " Marcos, ela acordou e quer ver você."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entrei no quarto, lá estava ela, pálida... nunca a vi tão distante. Nos olhamos, segurei em sua mão, ela disse: "Eu amo você."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aconteceu. A quimioterapia sugou a vida de minha amada, o câncer sugou nosso amor... Eliana se tornou áspera, começou a me evitar: "Mas ainda a amo, sei que vamos vencer, seremos tão felizes quanto em nossos sonhos."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nada, a possibilidade de não viver fez com que Eliana quisesse se afastar de mim: "Você não vê que vou morrer, você é jovem, merece ser feliz."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, fomos à ópera, prometi a ela que a deixaria, mas, antes, queria que ficássemos juntos pela última vez. Ela estava deslumbrante com aquele lenço de seda a esconder o pouco que restou de seus longos cabelos pérola.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No meio da ópera – Aida, no Municipal – Eliana me abraçou, chorou e disse: "Leve-me daqui, quero ir para minha casa."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No caminho nenhuma palavra, apenas os sons das ruas de São Paulo ecoaram em nossos ouvidos. Chovia muito quando a deixei em casa, Eliana desceu do carro aos prantos...&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;O telefone! "Alô, o que? Eliana?!... Meu Deus! Quando foi que aconteceu Ana?"&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Suas últimas palavras foram: "Agradeça a Marcos por me amar."&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Bastards!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7141875222226271663-5672869348580242968?l=sickbastards.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sickbastards.blogspot.com/feeds/5672869348580242968/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7141875222226271663&amp;postID=5672869348580242968&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7141875222226271663/posts/default/5672869348580242968'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7141875222226271663/posts/default/5672869348580242968'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sickbastards.blogspot.com/2007/09/il-des-jours-o-la-pluie-tombe.html' title='Há dias em que a chuva cai'/><author><name>Sick Bastards</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15114670069510927753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02025378444754578155'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_2baFH_6EGns/Rt7JrpohyKI/AAAAAAAABcI/Hpq1stAuK1Y/s72-c/aida3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7141875222226271663.post-1452717855169102489</id><published>2007-08-27T14:48:00.000-03:00</published><updated>2008-11-13T22:52:31.685-02:00</updated><title type='text'>Statistiques</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_2baFH_6EGns/RtWEiZohyJI/AAAAAAAABcA/6uAj1PAZCEY/s1600-h/bolo.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5104131479225616530" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left;" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_2baFH_6EGns/RtWEiZohyJI/AAAAAAAABcA/6uAj1PAZCEY/s200/bolo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;O Pari nunca mais foi o mesmo após os bolinhos de carne de Mirthes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mirthes morava no Pari há quase dois anos, mudou-se sem muito alarde e demorou para se entrosar com a vizinhança. Uma mulher de meia-idade, calada, que vivia só, não tinha filhos, marido, ou companheiro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi na festa de Santo Antônio do Pari que Mirthes ganhou a simpatia do bairro. Dois dias antes da festa, ela apareceu em uma das reuniões da paróquia. Numa das mãos um rosário, na outra um tupperware com nacos suculentos de bolo de carne.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cheiro e o sabor do bolo encantaram a todos. "Claro que Mirthes poderia ofertar esse seu saboroso bolo de carne em uma de nossas barraquinhas", disse o pároco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A iguaria saciou as bocas do Pari.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele ano, depois do bolo de Santo Antônio, distribuído aos fiéis, o bolo de carne foi o quitute mais vendido da paróquia. Todos que o provavam faziam questão de cumprimentar a nova vizinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única que não comeu nem um pedacinho foi a própria Mirthes, vegetariana convicta – “um desses golpes do destino", como bem disse o pároco.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passada a festa, o bolo de carne foi assunto das rodas do bairro, dos jogos de bocha, de dominó, das conversas na feira da Rua Mendes Gonçalves. A todos que perguntavam, Mirthes cansou de dizer: "O segredo prá se fazer um bom bolo de carne está na carne, basta se escolher muito bem a carne!"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mirthes nunca saia de casa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não ia à Igreja de Santo Antônio do Pari, não fazia a feira no sábado. Na quitanda do Zito só foi uma vez prá comprar condimentos. Mirthes, estranhamente nunca foi vista no açougue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Duas semanas após a festa, a tranqüila rua ao lado da antiga fábrica Confiança, ficou repleta de policiais. Na casa de número dois cinco sete, a polícia encontrou, na cozinha, um moedor de carnes, no freezer, o segredo do sucesso dos bolinhos de Mirthes: carne, muita carne... partes de três corpos, um adulto e duas crianças.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um policial do bairro ficou intrigado com a semelhança entre Mirthes e a mulher de um pequeno empresário da Mooca, desaparecida há quase dois anos, juntamente com seu marido e seus dois filhos após uma viagem a Serra Negra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dados da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo indicam que trinta e três por cento da população carcerária do Estado são psicopatas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem-vinda às estatísticas Mirthes.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Bastards!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7141875222226271663-1452717855169102489?l=sickbastards.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sickbastards.blogspot.com/feeds/1452717855169102489/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7141875222226271663&amp;postID=1452717855169102489&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7141875222226271663/posts/default/1452717855169102489'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7141875222226271663/posts/default/1452717855169102489'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sickbastards.blogspot.com/2007/08/statistiques.html' title='Statistiques'/><author><name>Sick Bastards</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15114670069510927753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02025378444754578155'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_2baFH_6EGns/RtWEiZohyJI/AAAAAAAABcA/6uAj1PAZCEY/s72-c/bolo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7141875222226271663.post-844742905575909582</id><published>2007-08-08T01:05:00.000-03:00</published><updated>2008-11-13T22:52:32.064-02:00</updated><title type='text'>Peu de Conte II</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2baFH_6EGns/RrlEe4vETQI/AAAAAAAABOc/KnMAQDnm-Sc/s1600-h/5.bmp.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5096179750762990850" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_2baFH_6EGns/RrlEe4vETQI/AAAAAAAABOc/KnMAQDnm-Sc/s200/5.bmp.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;A vida de dona de casa não a entediava. Clarice sentia verdadeiro prazer em viver como tal. Orgulhava-se de seu sólido e duradouro casamento, de sua admirável família, de seus filhos e de seu amado marido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às quartas-feiras, Clarice – que não dirigia desde os vinte e dois anos – caminhava três quadras até a Frei Caneca, de lá ia de ônibus, mais por hábito que por necessidade, até o Pátio Higienópolis, onde almoçava com sua irmã e com Ana, sua melhor amiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesta quarta-feira, Clarice saiu de casa, mas não foi ao shopping, há dias uma leve dor de cabeça a atormentava e hoje, Dr. Augusto, seu médico e amigo da família de longa data, disse que poderia atendê-la entre as consultas das treze e trinta e das quatorze horas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A alguns passos do ponto de ônibus, Clarice foi abordada por um garoto. Em um primeiro momento o medo alimentou suas veias, afinal há menos de um ano seu marido sofrera um seqüestro relâmpago, mas não era essa a razão dessa abordagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O garoto, um desses tantos perdidos pela cidade em busca de um trocado, em momento algum quis machucá-la. Entretanto, o envelope que ele trazia em suas mãos, esse sim, tinha como único propósito ferir Clarice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Olha Dona, pediram pra eu entregar isso pra Senhora”, dito isso o garoto depositou o envelope nas mãos de Clarice e saiu correndo rumo à Rua Augusta. Ela ainda gritou, perguntando do que se tratava aquilo, quem havia pedido ao garoto que lhe entregasse aquele envelope, e como o garoto sabia que era ela a destinatária daquela entrega.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os gritos foram em vão. Ao abrir o envelope todas as perguntas perderam o sentido, seu conteúdo atingiu Clarice como uma bofetada. Um calafrio percorreu seu corpo, naquele instante seu céu se escureceu, seu chão deixou de existir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentro daquela caixa de Pandora de papel opaco estavam fotos e mais fatos, retratos de uma imoralidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas fotos duas pessoas: Uma jovem modelo publicitária que Clarice havia encontrado uma vez em uma desses jantares promovidos pela agência do marido, e um renomado diretor de criação que, até aquele momento, Clarice acreditava conhecer e com quem estava casada já há vinte anos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O colorido mundo de Clarice ruiu. Naquele instante, todas as suas certezas, todas as suas verdades foram colocadas em xeque. Seus olhos até então cerrados se abriram para uma realidade que ela teimava em ignorar: seu casamento já não mais existia, seu marido há muito não era o mesmo, não havia mais diálogo, os atrasos eram cada vez mais constantes, o sexo tornara-se uma obrigação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um gesto involuntário Clarice embarcou quando seu ônibus chegou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sacolejar do ônibus só fez piorar o turbilhão de emoções vividas naquele momento. Tudo em sua vida era mentira e, gradualmente, o ódio invadiu seu ser. Ódio de sua vida “perfeita”, de sua família “perfeita”, de seu amor “perfeito”, daquela mulher perfeita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse instante, a caminho do médico, o reflexo de um outdoor iluminou o rosto de Clarice, assim um brilho impar, rápido. Era o reflexo do sorriso daquela mulher que havia destruído a felicidade de Clarice, e que agora está ali, estampado em um anúncio naquele outdoor, rindo de sua desgraça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Clarice levantou-se do assento, foi até a porta, fez sinal para o cobrador e desceu... ali, no burburinho da Praça Roosevelt.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele seria seu ponto final.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Bastards!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7141875222226271663-844742905575909582?l=sickbastards.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sickbastards.blogspot.com/feeds/844742905575909582/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7141875222226271663&amp;postID=844742905575909582&amp;isPopup=true' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7141875222226271663/posts/default/844742905575909582'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7141875222226271663/posts/default/844742905575909582'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sickbastards.blogspot.com/2007/08/peu-de-conte-ii.html' title='Peu de Conte II'/><author><name>Sick Bastards</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15114670069510927753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02025378444754578155'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_2baFH_6EGns/RrlEe4vETQI/AAAAAAAABOc/KnMAQDnm-Sc/s72-c/5.bmp.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7141875222226271663.post-1144253657860914788</id><published>2007-08-02T17:29:00.000-03:00</published><updated>2008-11-13T22:52:32.270-02:00</updated><title type='text'>l'inspecteur chef Tavares trouve son endroit au soleil</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_2baFH_6EGns/RrJCFYvETOI/AAAAAAAABOM/cUy4S-4wzaA/s1600-h/investigador.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5094206788816096482" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_2baFH_6EGns/RrJCFYvETOI/AAAAAAAABOM/cUy4S-4wzaA/s200/investigador.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Esse post é dedicado àqueles que, como eu, já pensaram em um dia publicar seus textos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um de nós, um Sick Bastard de letra maiúscula, mais conhecido como Waldemar Neves, ou verdadeiramente, Felipe Sant'Angelo, conseguiu colocar seu livro lá, na tão sonhada prateleira de uma livraria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E olha que não foi qualquer livraria não, foi na nova Livraria da Vila, ali na Alameda Lorena, que, aliás, já passou da hora de eu conhecer.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ponto para o Felipe, ponto para a Literatura e meio-ponto para o Estadão, que deu a &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20070802/not_imp28370,0.php"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;notícia&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;, mas, como bem observou um leitor, não deu a resenha do livro "&lt;em&gt;Inspetor Tavares - Cada Caso É um Caso&lt;/em&gt;”.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Bastards!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7141875222226271663-1144253657860914788?l=sickbastards.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sickbastards.blogspot.com/feeds/1144253657860914788/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7141875222226271663&amp;postID=1144253657860914788&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7141875222226271663/posts/default/1144253657860914788'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7141875222226271663/posts/default/1144253657860914788'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sickbastards.blogspot.com/2007/08/linspecteur-chef-tavares-trouve-son.html' title='l&apos;inspecteur chef Tavares trouve son endroit au soleil'/><author><name>Sick Bastards</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15114670069510927753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02025378444754578155'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_2baFH_6EGns/RrJCFYvETOI/AAAAAAAABOM/cUy4S-4wzaA/s72-c/investigador.gif' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7141875222226271663.post-3396084929980292641</id><published>2007-08-01T10:21:00.000-03:00</published><updated>2008-11-13T22:52:32.378-02:00</updated><title type='text'>Un Endroit Magique - Livraria Cultura (Conjunto Nacional)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2baFH_6EGns/RrChgIvETNI/AAAAAAAABOE/pqkHmYb9jUk/s1600-h/122756.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5093748752028814546" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_2baFH_6EGns/RrChgIvETNI/AAAAAAAABOE/pqkHmYb9jUk/s200/122756.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Este post não traz um conto, aliás, não traz nenhuma ficção, este post tem por objetivo falar de um lugar mágico, um lugar onde qualquer apaixonado pelas letras encontra seu ninho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este lugar é a Livraria Cultura do Conjunto Nacional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Meu grande amigo, e mentor nesse negócio de blog, Thiago Peres, já havia escrito em seu blog um &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://saladocafezinho.blogspot.com/2007/05/notas.html"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;post&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt; sobre lá, e só tenho a corroborar suas palavras, o lugar é incrível, nunca vi tanta cultura em um só lugar, todas as mídias em um só espaço, um lugar que vale a visita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem passei algumas horas lá, no final do dia, resolvi fugir do estresse de São Paulo e fui até lá tomar um café e procurar alguns livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para minha surpresa acabei encontrando muito mais, o lugar é um excelente laboratório para quem escreve contos, lá as pessoas se revelam: Emos procuram livros sobre vinhos e culinárias, um garoto com uma camisa do Metallica ouvia feliz óperas na sessão de música clássica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dentre essas pessoas uma garotinha me encantou, seu nome é Carolina. Carolina tem 11 anos e uma paixão: livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Encontrei Carolina com um caderninho na mão, percorrendo os corredores e alugando uma vendedora (extremamente atenciosa, por sinal), no caderninho estavam todos os livros que Carolina havia lido nos últimos 2 anos, o que a menina queria era que a vendedora indicasse a ela outros livros, semelhantes àqueles para que ela pudesse lê-los também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não resisti e puxei papo com ela. Carolina lê "compulsivamente" desde os 5 anos de idade, já leu de tudo, mas disse que o que mais chama sua atenção são as aventuras fantásticas de Júlio Verne (ela leu a coleção inteira).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fiquei impressionado com a alegria da menina por estar ali, entre todos aqueles livros... Por conhecer uma criança que em tempos de "High School Musical", "You Tube", TV a cabo, i-Pod, e tantas outras traquitanas eletrônicas, prefere se divertir e sonhar por meio dos bons e velhos livros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carolina certamente é uma pessoa que justifica a existência desse blog, uma pessoa que vive fora da mesmice do dia-a-dia.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Bastards!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7141875222226271663-3396084929980292641?l=sickbastards.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sickbastards.blogspot.com/feeds/3396084929980292641/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7141875222226271663&amp;postID=3396084929980292641&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7141875222226271663/posts/default/3396084929980292641'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7141875222226271663/posts/default/3396084929980292641'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sickbastards.blogspot.com/2007/08/un-endroit-magique-livraria-cultura.html' title='Un Endroit Magique - Livraria Cultura (Conjunto Nacional)'/><author><name>Sick Bastards</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15114670069510927753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02025378444754578155'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_2baFH_6EGns/RrChgIvETNI/AAAAAAAABOE/pqkHmYb9jUk/s72-c/122756.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7141875222226271663.post-3010958784758090318</id><published>2007-07-24T12:25:00.000-03:00</published><updated>2008-11-13T22:52:32.575-02:00</updated><title type='text'>Você dormiu bem?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_2baFH_6EGns/RqYdL4vETGI/AAAAAAAABNM/a1Ikt8LvRj8/s1600-h/327122488_af6f0dcf81.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5090788518834490466" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_2baFH_6EGns/RqYdL4vETGI/AAAAAAAABNM/a1Ikt8LvRj8/s200/327122488_af6f0dcf81.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Abri os olhos, eram quatro e meia da manhã. Da janela do hotel ouvia apenas o barulho constante do caminhão de lixo... Estava morto e não sabia? Deixei de existir, mas como isso é possível? Se estou morto, por que ainda continuo nesse hotel?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fui até o frigobar, senti um sopro gélido quando o abri, peguei uma garrafa de água, tomei num gole só...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tiros... dois tiros... Meu Deus! Pelo olho mágico, nada vejo. Ouço apenas o silêncio, o caminhão já se foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passos no corredor. Abro a porta... Vejo meu corpo sendo arrastado, vejo meu sangue manchando o carpete... Mas, como se estou aqui?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você está a me arrastar... “Por que você me matou? Você pode me ouvir? Estou aqui!”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lentamente, olho nos seus olhos... Você sorri de uma maneira cínica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abri os olhos, eram quatro e meia da manhã. “Não, não atire!” Como isso está acontecendo? Como posso ver você me matar... E esse barulho insuportável do caminhão que agora não ouço mais .&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinto uma gota de suor percorrer a minha face... Mortos suam? Saí no corredor, onde está meu corpo? O rastro de sangue se apagou, ou talvez nunca tenha existido? Mas, você continua parado no final do corredor, olhando para mim e rindo...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há sangue em minha roupa... Meu Deus... “Pare de sorrir assim!”, apenas sinto calor em meu ventre... Estou deitado no chão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Por que você fez isso? Por que está a me arrastar?” O rastro de sangue reaparece... A dor parou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abri os olhos, eram quatro e meia da manhã... Estava de pé no final do corredor, joguei meu cigarro fora... – eu não tinha parado de fumar? – em minha mão um revólver... Entrei no quarto... Em minha face um sorriso... Cínico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você mereceu morrer... Odeio você... Odeio arrastar seu cadáver... O carpete do corredor está se manchando de sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Envolto em tanto ódio... Abri os olhos, eram quatro e meia da manhã. O que aconteceu? Não sei...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Lá fora o barulho do caminhão de lixo rompe o silêncio... Adormeci novamente. Em minha face, apenas um sorriso... &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Cínico!&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Bastards!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7141875222226271663-3010958784758090318?l=sickbastards.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sickbastards.blogspot.com/feeds/3010958784758090318/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7141875222226271663&amp;postID=3010958784758090318&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7141875222226271663/posts/default/3010958784758090318'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7141875222226271663/posts/default/3010958784758090318'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sickbastards.blogspot.com/2007/07/il-bien-dormi.html' title='Você dormiu bem?'/><author><name>Sick Bastards</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15114670069510927753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02025378444754578155'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_2baFH_6EGns/RqYdL4vETGI/AAAAAAAABNM/a1Ikt8LvRj8/s72-c/327122488_af6f0dcf81.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7141875222226271663.post-1475203502667760147</id><published>2007-07-03T12:35:00.000-03:00</published><updated>2008-11-13T22:52:32.712-02:00</updated><title type='text'>Grande Maison</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2baFH_6EGns/RopvGkZ8DVI/AAAAAAAABNE/G5dpW_tg8Ug/s1600-h/casa_venancio_aires.sized.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5082997288083393874" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_2baFH_6EGns/RopvGkZ8DVI/AAAAAAAABNE/G5dpW_tg8Ug/s200/casa_venancio_aires.sized.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_2baFH_6EGns/RopuJUZ8DTI/AAAAAAAABM0/8dlIYqCSGpE/s1600-h/casa_venancio_aires.sized.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Ninguém ouviu, os garotos saíram correndo e deixaram a vidraça quebrada; também, quem se importaria com aquela vidraça, aliás não só com a vidraça, com a casa toda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Envelhecer faz parte da vida, mas para alguns é uma parte incômoda e triste. Assim foi para Antônio, setenta e dois anos, quarenta deles mergulhado na mágoa e na solidão, mas, nem sempre sua vida foi assim...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos trinta e dois, Seu Antônio, como era conhecido, era só alegria: bela família, belo emprego e como todos diziam, “um belo futuro pela frente!”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah! Nada como ser engenheiro civil no governo JK, viadutos, pontes e estradas floresciam sempre rumo ao norte, rumo a Brasília, à cidade que surgiu do nada no coração do planalto central. Antônio desbravou o triângulo mineiro, de Uberaba a Araguari todos o conheciam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bela família? Sim, Dona Marta e as duas meninas, Alice e Marília. Educadíssimas, amavam o esposo e pai e dele se orgulhavam. Mudar de cidade, atrás do progresso, parecia não incomodá-las. A figura do pai, sempre decidido e protetor, exercícia sobre elas um magnetismo admirável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bela família?! Seria até hoje se não fosse Joana, aquela morena de corpo tentador foi a perdição de Seu Antônio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Joana não só roubou Seu Antônio da família, como roubou dele todas as economias, o sonho de trocar de carro, a reforma da casa, a faculdade das meninas... Seu Antônio passou a beber, perdeu o emprego, e o que é pior, passou a bater em Dona Marta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia , bateu tanto que Dona Marta não se levantou...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona Marta demorou meses para se recuperar, a culpa nunca abandonou Seu Antônio. A família se foi: esposa, filhas se mudaram para a capital. Deixaram ao pai, não um abraço de saudade e a esperança de um até logo, mas sim remorso e solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tudo por Joana, a bela morena, tão bela que a Seu Antônio não pertencia, Joana era do mundo, era da vida, saiu da vida do Seu Antônio da mesma maneira que entrou, de repente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vida, que vida? Dizem que o homem nasce para viver em sociedade. Seu Antônio não, a vergonha fez com que, o um dia bom pai, bom amigo, bom profissional se afastasse do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A bela casa de outrora, tornou-se um casarão abandonado, mórbido, nunca mais se ouviu risos, nunca mais as flores do Jardim se abriram na primavera. Seu Antônio saía uma vez por semana, de cabeça baixa e sem dizer uma palavra, ia ao correio, ao supermercado e a seu ostracismo regressava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Escrevia, em vão, cartas e mais cartas à mulher e às filhas... que nunca as responderam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje Seu Antônio não saiu de casa para ir ao correio e ao supermercado, era seu aniversário, das datas que viveu, sempre era esta uma das mais tristes. Todos os anos, nesta data, esperava qualquer sinal de suas filhas e de sua mulher e, como fez nos últimos quarenta anos, arrumou-se e, pôs-se ao lado da porta, esperando o inesperado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Às duas da tarde, o carteiro passou pela rua e deixou um envelope no alpendre do casarão, a alegria tomou conta do velho, que logo correu para buscá-lo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O barulho da vidraça quebrando rompeu com o silêncio da sala. A bola de futebol rolou pela sala até tocar o corpo de Seu Antônio. Ao lado de seu corpo morto, um revolver; preso em sua mão uma carta, na qual se lia:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;Sr. Antônio,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dona Marta sua ex-esposa, faleceu ontem, de desgosto e tristeza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;At.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alice e Marília.&lt;/em&gt;”&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Bastards!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7141875222226271663-1475203502667760147?l=sickbastards.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sickbastards.blogspot.com/feeds/1475203502667760147/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7141875222226271663&amp;postID=1475203502667760147&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7141875222226271663/posts/default/1475203502667760147'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7141875222226271663/posts/default/1475203502667760147'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sickbastards.blogspot.com/2007/07/grande-maison.html' title='Grande Maison'/><author><name>Sick Bastards</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15114670069510927753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02025378444754578155'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_2baFH_6EGns/RopvGkZ8DVI/AAAAAAAABNE/G5dpW_tg8Ug/s72-c/casa_venancio_aires.sized.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7141875222226271663.post-5686048385493861551</id><published>2007-06-26T15:25:00.001-03:00</published><updated>2008-11-13T22:52:32.973-02:00</updated><title type='text'>Uma história sobre a chuva</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_2baFH_6EGns/RrNLZYvETPI/AAAAAAAABOU/MlAi_MrRB7k/s1600-h/lakelag-tree2.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5094498502994840818" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_2baFH_6EGns/RrNLZYvETPI/AAAAAAAABOU/MlAi_MrRB7k/s200/lakelag-tree2.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;"&gt;&lt;strong&gt;Ainda no meio da noite a casa ficou cheia, amigos, vizinhos, parentes vieram de todos os lados. Todos os tios, todas as tias, alguns rostos comuns e nomes ainda desconhecidos para uma criança de seis anos de idade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Oba, festa!” Adultos prá lá e prá cá, crianças correndo brincando, e no meio de tudo isso: Flavinho, franjinha reta caída nos olhos, uma cabeça grande e uma mente maior ainda, que fervilhava pensamentos aos montes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mundo do pequeno Flavinho, a alegria era constante, especialmente nesse dia, em que todos os primos, todos os amigos estavam ali, e, prá temperar tudo isso, de quando em vez, abraços fortes, repletos de amor e carinho distribuídos por sua mãe e por suas irmãs.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Reunido com os amigos em um quartinho de despensa, nos fundos da casa, Flavinho brincou: foi policial, ladrão, médico, advogado, comandante de tropa estelar, piloto de fórmula um... e, adormeceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A família de Flavinho era um retrato dos anos 80, um retrato das mazelas dos Planos Bresser, Verão, Cruzado e tantos outros. O pai, Sr. Pedro, após anos de dedicação a uma empresa local, viu-se obrigado a trabalhar em outra cidade. A mãe, Dona Ana, após anos como dona-de-casa, viu o marido em busca de emprego e voltou a exercer sua antiga profissão, o magistério. Júlia a irmã adolescente magrela, Laura, a irmã do meio, aparelho nos dentes e um All Star no pé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando o módulo estelar se aproximava de um inexplorado planeta, um cheiro de bolo de fubá invadiu o interior da espaçonave e despertou o menino daquele sonho bom. Flavinho comeu dois pedaços de bolo, só não comeu o terceiro porque sua mãe o abraçou e disse algumas palavras que o garoto não compreendeu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento, todos saíram de casa, quietos, em um longo passeio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Percorrendo, tal qual Alice, um caminho pelo qual não importa para onde se vá, Flavinho só fazia imaginar: foi expedicionário, fazendeiro, um desbravador em busca de tesouros ainda não revelados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Esse menino é esperto, mas ele vive nas nuvens!”. A frase, recorrente na boca da professora primária de Flavinho era talvez sua melhor definição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia antes de toda essa festa, Flavinho acordou e tomou café com seu pai. Quando Sr. Pedro estava saindo para trabalhar, o garoto o abraçou e pediu para acompanhá-lo, o abraço foi retribuído, mas o pedido não. O garoto chorou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela noite choveu forte... Muito forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante a festa, durante o passeio, Flavinho não viu a tristeza, o silêncio e as lágrimas das pessoas ao seu redor. Flavinho não ouviu os comentários sobre seu futuro e sobre o futuro de sua família. Flavinho não foi capaz de perceber que naquela noite sua vida havia mudado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cortejo parou já no interior do cemitério, e quando Flavinho viu onde estava, sua imaginação também parou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em um lampejo o garoto viu tudo o que sua imaginação teimava em esconder. O garoto viu o corpo de seu pai inerte, sem vida. O garoto viu, mas não acreditou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em seu mundo quem estava ali naquele caixão não poderia ser seu pai. Seu pai saiu para trabalhar, mas ele iria voltar, ele sempre voltava. O medo e a tristeza encontraram Flavinho. A crueza da realidade havia derrotado a pureza da imaginação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse momento Flavinho viu uma árvore e subiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ali, naquela pequena árvore, no meio de tantas vidas, tantas lembranças sepultadas, o garoto foi aos poucos voltando a viver, voltando a imaginar. Flavinho fechou os olhos e voou, voou como um Superman.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante anos, o garoto se negou a admitir a morte do pai. Em seu mundo, seu pai estava sempre presente, o acompanhando em todas as aventuras. Mas, o tempo passou, outras mortes vieram, e com elas Flavinho foi gradativamente aprendendo a conviver com esses sentimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Flavinho cresceu, e seu mundo imaginário ficou pequeno. Hoje, ele ainda sonha, mas não vive mais em seu mundo de sonhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje Flávio relembra com ternura o modo como a ingenuidade de sua infância o protegeu naquele momento em que uma forte chuva caiu e mudou o curso de sua vida.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Bastards!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7141875222226271663-5686048385493861551?l=sickbastards.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sickbastards.blogspot.com/feeds/5686048385493861551/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7141875222226271663&amp;postID=5686048385493861551&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7141875222226271663/posts/default/5686048385493861551'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7141875222226271663/posts/default/5686048385493861551'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sickbastards.blogspot.com/2007/06/une-histoire-sur-la-pluie_27.html' title='Uma história sobre a chuva'/><author><name>Sick Bastards</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15114670069510927753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02025378444754578155'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_2baFH_6EGns/RrNLZYvETPI/AAAAAAAABOU/MlAi_MrRB7k/s72-c/lakelag-tree2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7141875222226271663.post-4951308314780331792</id><published>2007-06-20T02:07:00.000-03:00</published><updated>2008-11-13T22:52:33.112-02:00</updated><title type='text'>Paradoxe?</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_2baFH_6EGns/Rnk78jR6nYI/AAAAAAAABMk/ZJvogHppMQQ/s1600-h/20060930augusta.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_2baFH_6EGns/Rnk78jR6nYI/AAAAAAAABMk/ZJvogHppMQQ/s200/20060930augusta.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5078155966285520258" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O que Divinópolis e a Rua Augusta têm em comum?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Divinópolis, cidade pacata das Gerais, vida tranqüila, igreja, sorveteria, coreto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Rua Augusta, o maior complexo de entretenimento adulto do Brasil, sauna, massagens, nudez, prostituição.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O dia em Divinópolis começa cedo, o jornaleiro, o leiteiro, o galo que canta...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O dia na Rua Augusta termina cedo, o sol iluminando o rosto das putas já com a maquiagem borrada pelo ofício, o trólebus anunciando o novo dia...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Meninos e meninas vão à escola uniformizados em Divinópolis, tênis branco, saia ou calça azul-marinho, camiseta do colégio Roberto Carneiro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dentre tantos alunos, uma menina se destaca, séria, rígida, moralista, recatada, a nora dos sonhos da sociedade divinopolitana, seu nome: Patrícia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Homens e mulheres fazem escola na Rua Augusta, coxas à mostra, seios nus, um desfile de corpos sedentos de sexo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dentre tantos pecadores, uma mulher se destaca, gostosa, sensual, libidinosa, das putas a mais desejada, seu nome: Patrícia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dois mundos tão distantes, realidades tão paradoxais, mas uma, ah... só uma Patrícia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Bastards!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7141875222226271663-4951308314780331792?l=sickbastards.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sickbastards.blogspot.com/feeds/4951308314780331792/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7141875222226271663&amp;postID=4951308314780331792&amp;isPopup=true' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7141875222226271663/posts/default/4951308314780331792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7141875222226271663/posts/default/4951308314780331792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sickbastards.blogspot.com/2007/06/paradoxe.html' title='Paradoxe?'/><author><name>Sick Bastards</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15114670069510927753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02025378444754578155'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_2baFH_6EGns/Rnk78jR6nYI/AAAAAAAABMk/ZJvogHppMQQ/s72-c/20060930augusta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7141875222226271663.post-7103555309416857309</id><published>2007-06-19T17:37:00.000-03:00</published><updated>2008-11-13T22:52:33.275-02:00</updated><title type='text'>Peu de Conte</title><content type='html'>&lt;div style="FONT-WEIGHT: bold; FONT-FAMILY: verdana; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="FONT-WEIGHT: bold; FONT-FAMILY: verdana; TEXT-ALIGN: justify" face="webdings"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="FONT-WEIGHT: bold; FONT-FAMILY: verdana; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="FONT-WEIGHT: bold; FONT-FAMILY: verdana; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="FONT-WEIGHT: bold; FONT-FAMILY: verdana; TEXT-ALIGN: justify" face="webdings"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="FONT-WEIGHT: bold; FONT-FAMILY: verdana; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="FONT-WEIGHT: bold; FONT-FAMILY: verdana; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="FONT-WEIGHT: bold; FONT-FAMILY: verdana; TEXT-ALIGN: justify" face="verdana"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="FONT-WEIGHT: bold; FONT-FAMILY: verdana; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="FONT-WEIGHT: bold; FONT-FAMILY: verdana; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="FONT-WEIGHT: bold; FONT-FAMILY: verdana; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="FONT-WEIGHT: bold; FONT-FAMILY: verdana; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="FONT-WEIGHT: bold; FONT-FAMILY: verdana; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="FONT-WEIGHT: bold; FONT-FAMILY: verdana; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="FONT-WEIGHT: bold; FONT-FAMILY: verdana; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="FONT-WEIGHT: bold; TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_2baFH_6EGns/Rng_izR6nWI/AAAAAAAABMQ/8BurE5AGNaU/s1600-h/Picture+023.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5077878446973689186" style="FLOAT: left; MARGIN: 0pt 10px 10px 0pt; CURSOR: pointer" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_2baFH_6EGns/Rng_izR6nWI/AAAAAAAABMQ/8BurE5AGNaU/s200/Picture+023.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;A caminho do médico, o reflexo do outdoor iluminou o rosto de Clarice, assim um brilho impar, rápido.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Ela já estava atrasada, mas isso agora não mais importava. Levantou-se do assento, foi até a porta, fez sinal para o cobrador e desceu... não esperou nem o próximo ponto.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Para Clarice aquele era seu ponto final, ali, no burburinho da Praça Roosevelt. Desceu bem antes do médico... "Que se dane o médico!"&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Enquanto caminhava, invisível entre os passantes, olhava para dentro de si, para o vazio que chamou durante vinte anos de casamento... refletido naquele outdoor.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Atirou-se em um dos vãos.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;Apenas uma lágrima tímida por testemunha. Lá embaixo o corredor leste-oeste.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;Bastards!&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7141875222226271663-7103555309416857309?l=sickbastards.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sickbastards.blogspot.com/feeds/7103555309416857309/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=7141875222226271663&amp;postID=7103555309416857309&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7141875222226271663/posts/default/7103555309416857309'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7141875222226271663/posts/default/7103555309416857309'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sickbastards.blogspot.com/2007/06/peu-de-conte.html' title='Peu de Conte'/><author><name>Sick Bastards</name><uri>http://www.blogger.com/profile/15114670069510927753</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='02025378444754578155'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_2baFH_6EGns/Rng_izR6nWI/AAAAAAAABMQ/8BurE5AGNaU/s72-c/Picture+023.jpg' height='72' width='72'/><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry></feed>