Na Veja São Paulo desta semana, no meio de tantas futilidades ou inutilidades, entre um restaurante e outro, uma exposição e uma peça, encontrei um momento sickbastards... a matéria tinha um objetivo nobre: relatar a primeira vez que alguém, famoso ou não fez algo digno de ser lembrado.
O momento skb veio no depoimento de um não famoso, o Sr. Nilson Gimenez Paixão, 43 anos, sepultador (nome moderno para o antigo coveiro) do Cemitério São Paulo.
O Sr. Nilson Paixão narrou, com um primor SKB a primeira vez que sepultou alguém, em um depoimento sincero, do qual o fato de sepultar alguém rivaliza com um sapato de cromo.
Com a devida vênia da Veja São Paulo e sem deixar de mencionar o crédito dos jornalistas Alvaro Leme, Fábio Brisolla, Fernando Cassaro e do fotógrafo Mário Rodrigues, reproduzo aqui está pérola:
O momento skb veio no depoimento de um não famoso, o Sr. Nilson Gimenez Paixão, 43 anos, sepultador (nome moderno para o antigo coveiro) do Cemitério São Paulo.
O Sr. Nilson Paixão narrou, com um primor SKB a primeira vez que sepultou alguém, em um depoimento sincero, do qual o fato de sepultar alguém rivaliza com um sapato de cromo.
Com a devida vênia da Veja São Paulo e sem deixar de mencionar o crédito dos jornalistas Alvaro Leme, Fábio Brisolla, Fernando Cassaro e do fotógrafo Mário Rodrigues, reproduzo aqui está pérola:
A primeira vez que sepultei alguém

"Às 11 horas de 27 de abril de 1983, há exatamente 25 anos, participei do primeiro dos cerca de 40 000 enterros que somo até hoje. Lembro que era um homem bem-sucedido, de meia-idade. A cerimônia, no Cemitério da Consolação, contou com cinqüenta pessoas e até um discurso. Era meu primeiro dia de trabalho. Tinha 18 anos e fiquei como ajudante. Naquele dia, passei o balde com cimento para um dos colegas e um pouco de massa respingou em um dos familiares. Recordo o sapato de cromo alemão sujo e os meus insistentes pedidos de desculpa. O perdão foi dado, mas os pés do homem não saem da minha cabeça. Havia chegado a São Paulo quinze dias antes, vindo de Irerê, no Paraná, e fui trabalhar como sepultador por pura coincidência. Um amigo de minha mãe, que era construtor de túmulos, me ajudou. Hoje estou acostumado a enterros e não fico mais com os olhos marejados, a pele arrepiada e aquele frio na barriga. Só me sinto mal quando são ‘anjinhos’, crianças sepultadas em caixões brancos pequenos."
Um comentário:
Aliás, recomendo o tour no Cemitério da Consolação.
É sério!
Thiagão
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